entenda doença que tem alertado autoridades
Microrganismos como Mycoplasma sp., Chlamydophila sp. e alguns vírus respiratórios — incluindo os da influenza e o coronavírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19 — estão entre os principais causadores desse tipo de pneumonia. “Dado que a patologia é a mesma, não podemos falar que a pneumonia silenciosa é uma doença diferente da pneumonia típica”, explica a pneumologista Marcela Costa Ximenes, da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). “Não se trata nem de uma variante nova”, acrescenta.
Apesar de não ser uma doença de notificação obrigatória no Brasil e da escassez de exames que identifiquem com precisão o agente causador da infecção, a pneumonia ainda representa um desafio significativo para o sistema de saúde, sobretudo no que diz respeito aos quadros atípicos. A falta de dados específicos sobre esses casos limita a compreensão da real dimensão do problema.
Em 2024, houve um aumento de 5% no número total de internações por pneumonia no sistema público de saúde brasileiro em relação ao ano anterior — foram 701 mil pacientes internados, contra 666,9 mil em 2023, segundo o DataSUS. Ainda mais preocupante é o crescimento de 12% no número de mortes pela doença: 73.813 óbitos em 2024 ante 65.846 no ano anterior.
O estado de São Paulo registrou crescimento acima da média nacional tanto nas internações quanto nos óbitos. Municípios paulistas também relataram um aumento de casos de pneumonia sem febre, o que levanta alerta para formas atípicas da infecção que podem dificultar o diagnóstico precoce.
Esses números reforçam a necessidade de vigilância epidemiológica mais detalhada e de maior atenção às manifestações menos comuns da doença. A pedido da Agência Einstein, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo levantou que, sem distinção das pneumonias típicas e atípicas, as internações aumentaram em 6,7%. Já as mortes saltaram quase 13% entre 2023 e 2024: de 23.084 para 25.983.
“Por meio das notificações vindas de laboratórios que conduzem análises das poucas amostras de vírus e bactérias coletadas durante os exames de diagnóstico, é possível estimar que a pneumonia atípica representa de 30% a 40% do total de quadros de pneumonia”, destaca Ximenes. “Isso equivale a uma incidência de um a quatro casos assintomáticos para cada 1.000 pessoas.”

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