Conselhos de enfermeira: estes são os (muitos) cuidados que deve ter quando está a tomar antibióticos
Apesar de serem medicamentos bastante utilizados, os antibióticos continuam rodeados de dúvidas e informações erradas. Tomá-los fora de hora, interromper o tratamento antes do fim ou combiná-los com álcool são apenas alguns exemplos de situações que podem comprometer a sua eficácia. Para esclarecer estas questões, a enfermeira Patrícia Catela explica o que é mito e o que é verdade.
Devem ser tomados sempre à mesma hora? Sim, e há um motivo
Tomar o antibiótico à hora indicada não é apenas uma questão de organização. O intervalo entre as doses está diretamente relacionado com a forma como o medicamento age no organismo. Cada antibiótico tem um tempo de permanência no sangue, e a toma irregular pode originar picos de concentração que, em vez de ajudar, dificultam o controlo da infeção.
Se o medicamento for tomado antes de o organismo o ter processado completamente, as bactérias podem adaptar-se à substância e tornar-se resistentes. Por isso, a regularidade na toma é fundamental para o sucesso do tratamento e para evitar complicações futuras, garante a enfermeira, citada pela Miranda Sapo.
Álcool e antibióticos não combinam
É errado pensar que um copo de vinho ou uma cerveja não fazem diferença durante um tratamento com antibióticos. O álcool pode interferir com a eficácia do medicamento e aumentar os efeitos secundários, como náuseas, tonturas ou sonolência.
Em alguns casos, esta combinação pode afetar também o funcionamento do fígado, sobrecarregando o organismo e dificultando a recuperação. Além disso, o álcool em excesso compromete o sistema imunitário, atrasando a cura da infeção.
A pílula anticoncecional?
É verdade que certos antibióticos podem interferir com o efeito dos contraceptivos hormonais. Nem todos causam essa interação, mas alguns reduzem a eficácia da pílula, aumentando o risco de gravidez indesejada.
Nestes casos, a enfermeira recomenda o uso de um método contracetivo adicional, como o preservativo, durante o período de tratamento e nos dias seguintes, conforme indicado pelo médico ou farmacêutico.
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A ideia de ganhar “imunidade” ao antibiótico
Um dos maiores problemas do uso incorreto de antibióticos é o desenvolvimento de resistência. Isto acontece quando as bactérias, ao serem expostas a doses incompletas ou mal administradas, conseguem adaptar-se e tornar-se imunes à substância.
Esta resistência não afeta apenas o tratamento em causa, mas também futuras infeções, tornando-as mais difíceis de tratar. É por isso que se insiste tanto no uso responsável destes medicamentos.
Interromper o tratamento antes do fim? Nunca
Segundo a mesma, citada pela mesma fonte, mesmo que os sintomas desapareçam, o tratamento com antibióticos deve ser seguido até ao fim da embalagem ou conforme a duração prescrita pelo médico. Parar antes do tempo pode permitir que algumas bactérias sobrevivam, recuperem força e voltem a causar a infeção.
Além disso, esta interrupção favorece o desenvolvimento de bactérias resistentes, que exigirão tratamentos mais fortes ou mais longos no futuro. É uma das principais causas de falha terapêutica em doenças bacterianas.
Conclusão simples, mas essencial
Os antibióticos são uma ferramenta poderosa no combate às infeções, mas só funcionam bem quando são usados corretamente, diz ainda a enfermeira, citada pela Miranda Sapo.
Respeitar os horários, evitar álcool, terminar o tratamento e seguir as indicações médicas são passos indispensáveis para garantir a recuperação e prevenir resistências. Informação clara e cuidados simples fazem toda a diferença na forma como estes medicamentos atuam no organismo.
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