Com uma morte materna a cada 15 dias, presidente da SOGORN defende “reestruturação da assistência à saúde”

O Rio Grande do Norte enfrenta um cenário alarmante na saúde materna: em média, uma mulher morre a cada 15 dias em decorrência de complicações relacionadas à gravidez, parto ou puerpério.

O dado foi destacado pelo presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do RN (SOGORN), Robinson Dias, em entrevista ao programa Tribuna Livre, da Jovem Pan News Natal. Segundo ele, a maioria dessas mortes é evitável e está diretamente relacionada às inúmeras fragilidades da rede de assistência à saúde da mulher no estado.

O tema voltou ao debate no mês passado quando foi celebrado o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. Para o presidente da Sociedade, a situação se agravou nos últimos anos, especialmente após a pandemia de covid-19.

Ele lembrou que nessa época houve uma profunda desarticulação e precarização dos serviços públicos de saúde voltados ao atendimento da gestante. Para ele, os impactos desse desmonte ainda são sentidos com retrocessos que levaram os indicadores de mortalidade materna a patamares semelhantes aos observados na década de 1990, um período anterior aos avanços obtidos nas últimas décadas.

Um exemplo desse retrocesso foi registrado em 2021 quando o Rio Grande do Norte teve uma taxa de mais de 160 mortes maternas por 100 mil nascidos vivos, índice que ficou 52% acima da média nacional naquele ano.

Robinson também destacou que o estado está longe de alcançar a meta estabelecida pelo governo brasileiro em conjunto com a Organização das Nações Unidas (ONU), que prevê, até 2030, a redução para 30 mortes maternas por 100 mil nascidos vivos, taxa considerada aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para países em desenvolvimento como o Brasil.

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Outro ponto levantado foi a falta de estrutura para atendimento de gestantes com complicações, especialmente fora da capital. O presidente da SOGORN defende uma reestruturação dos polos regionais de saúde, com ampliação da oferta de especialistas, implantação de UTIs obstétricas e investimentos em logística e infraestrutura.

Segundo ele, o modelo atual força gestantes em situação de risco a se deslocarem por longas distâncias, muitas vezes em estradas precárias, para conseguir atendimento — algo que contraria as diretrizes da OMS, que defendem o direito da mulher de parir com segurança e com acesso próximo à sua residência.

Para Robinson, enfrentar o problema exige prioridade política, investimentos contínuos e integração entre as esferas de governo. Ele reforça que não se trata apenas de estatísticas: cada morte representa uma vida interrompida, uma família afetada e um sinal de falência do sistema de saúde. “Se não houver uma reestruturação real da assistência à saúde da mulher, dificilmente conseguiremos alcançar essa meta. É preciso tratar isso como prioridade de estado”, concluiu.

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